sábado, 21 de novembro de 2009
Que estranha forma de vida
E voltamos ao mesmo. Mais do mesmo! Sempre o mesmo. O mesmo patamar dos sentires que atira com a minha vida com toda a força contra a parede, sem qualquer cuidado.
Irra que me aleija. Como só eu mesma me aleijo com todo este imenso coração cheio de coisas e de suntos só meus que eu permito, sem sequer autorizar me atribulem toda a existência e até me façam duvidar da mesma.
Agora resolvi voltar a chorar por tudo e por nada. Deve ser do tempo com toda a certeza do mundo, do universo do infinito e mais além como dizem as minhas queridíssimas crias!
A ver que se chora porque afinal, pessoas como eu, mesmo quando estão certas que controlam as situações emocionais, nunca as controlam, jamais têm qualquer espécie de poder sobre peso e decisões e imunidades em relações e afectos. Tanto que eu julguei que nada me afectaria, sou completamente e perdidamente apaixonada por amar.
O estado que a paixão me inflige, a mim e eventualmente a qualquer outro ser, transgride o mundo do tangível humano e explicativo.
O meu mundo dos sentires agora ressente-se porque agora resolveu fugir o sol da minha vida, o meu escape. Tens uma importância acima da media, compreende-se o porque mas na verdade nada disto faz muito sentido. Foi essa irreal sensação de estar no controlo de essa situação, sem poder sequer suspeitar, debruçada no meu egoísmo que poderias tu ter efectivamente algo que eu pudesse também gostar e desejar e querer e estar e partilhar mais histórias, mais sorrisos e mais cafés.
A tua presença. Valia por si só.
Não pensei que pudesse sentir falta disso, não te dei a devida importância. Vieste com muita sede ao pote...Assustaste-me!! Ninguém me interpelou assim...nao costumo ser abordada muitas vezes nos modos que me abordaste!
Sabia-me bem quando me procuravas! Saudades desse tempo!
Os sentires estão-me a atribular o caminho! Não está fácil...
"Que estranha forma de vida
Tem este meu coração
Vive de vida perdida
quem lhe daria um condão
Que estranha forma de vida
Coração independente
Coração que eu não comando
Vives perdido entre as gentes
Teimosamente sangrando
Coração independente..."
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