
Um beijo efectivamente prende-nos.
Há beijos que nos mudam a vida. Os sentires, os prazeres, os momentos, os desejos. Há beijos babados que valem por uma vida!
O nosso primeiro beijo não o esqueceremos jamais.
Estou certa disso.
Mudou-nos o mundo dos afectos, mudam-se muitas coisas a partir daí. Não o saberia descrever, nem quero, não faria sentido algum, o nosso primeiro beijo está religiosamente guardado na caixinha dos desejos. Tentaremos sempre repetir a sensação, e repetimo-la vezes sem conta... Sempre com o mesmo desejo, a mesma vontade, os mesmos motivos, as mesmas desculpas de que nos é irresistível. Não resistimos simplesmente. Não o queremos fazer nem temos de o fazer, mas...o tempo ainda tem muito para nos mostrar.
Preciso de mais tempo só... um post sem nexo, lógica nem coerência. É o que temos por agora para oferecer, a velha história do tempo de antena de perfeitos anormais.
O PRIMEIRO beijo é como uma chave: está lá quase tudo. É uma espécie de radiografia ao coração e à alma do outro e também ao seu estado de espírito: se é tímido e meigo ou selvagem e arrebatado, se é discreto e contido ou se avança logo com a língua qual seta de cupido, se é calmo e suave ou agitado e nervoso, se é longo e oferecido ou rápido e fugidio, se é apaixonado com os braços em volta ou excitado com as mãos pelo corpo todo, se é de olhos abertos ou fechados e sobretudo se é bom, muito bom, ou óptimo, porque nisto do amor o óptimo é o maior inimigo do bom e uma pessoa não se deve contentar com menos.
por: Margarida Rebelo Pinto
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