O complicómetro é o que nos faz exigir mais dos homens do que eles nos podem dar, desejar sempre o que não se tem, almejar o remanso da vida de casada quando estamos solteiras e vice-_-versa, invejar os filhos das outras enquanto ainda não parimos e depois olhar para as máquinas de roupa de uma casa de família e sonhar com uma carreira hippie em Bali fora de época, embirrar com os pequenos defeitos da cara-metade e esquecer porque é que nos apaixonámos por aquela pessoa, discutir com a melhor amiga por coisas sem importância, perder a paciência com os filhos quando os vemos a fazer os mesmos disparates que cometemos quando tínhamos a mesma idade, maldizer as pequenas contrariedades da existência e não valorizar o que a vida tem de bom.
Por: Margarida Rebelo Pinto
sábado, 18 de abril de 2009
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