Já se sabe o que é o certo e o melhor. Eu já o sei. Podia escrever.
Para alguma coisa serviu tanto pensar, noites infindáveis amargas de tanta incerteza tanto desgosto e tanto amor perdido. Tudo isso serviu apenas para me ensinar que durante todos os anos transactos estive errada.
Fui fortemente enganada pelos meus frageis e vulneráveis sentidos. Sentia tudo e mais alguma coisa com alguma assertividade, menos o óbvio. Senti sempre que te amaria etrenamente.
Hoje sei que não. Sei que não é possível amar-se alguém incondicionalmente.
Sei que os meus sentido seguiram sempre os instintos errados, avaliaram sem certezas e provas. Agarrei-me aos momentos idos que pareciam saídos de um romance da mais elaborada escrita. Algo de maior que nada nem ninguém estaria ao alcance de abalar. Não acreditava que o vento se extinguisse.
Não sabia que o aroma ternurento da brisa do mar se podia tornar inodoro e invisível. Agora já me deste todas as provas de que o meu amor não tem sentido. Durante anos pensava que o mundo havia girado ao contrário, enganando-se no seu trajecto uma vez que cada vez mais me queria longe de ti.
Não era o mundo que caminhava nesse sentido mas antes tu!! Tu seguiste sempre essa direcção sem nunca olhares para trás. Esse foi o caminho que escolheste. Foi apenas desde sempre uma escolha tua. Por anos julguei que havia sido uma falha minha, nessa época eu ainda não deitara as cartas na mesa. Julguei que podias não saber, andar na escuridão a desejar e a ansiar o mesmo que eu. Os meus pobres sentidos, e hoje sabemos que também muito pouco eficientes, acreditavam piamente que assim o era. Pobrezitos!
Muitos beijos eu acreditei ter-te dado sem saber que o meu mundo não cabia no teu.
Quando dizes que tens uma costas largas e grandes esqueces-te que mesmo assim não são o suficientemente grandes para mim.
O meu imaginário é bem maior do que todo o teu mundo. O teu pobre argumento de vida. Com a simplicidade de uma avestruz. Já não te quero encontrar. Não quero falar contigo. Não tenho mais nada para te dizer.
Não entenderás nunca o tamanho de uma vida vivida em prol dos sonhos, da espontaneidade, da auenticidade e dos afectos.
Vive-se de qualquer maneira, certo? Tu vives?
Eu não. Eu não sei viver sem ser em prol dos meus sonhos dos meus desejos das minhas ambições, em busca de um dia talvez encontrar bem longe de ti o que sempre pensei que era em ti que havia perdido.
Não fazes parte do meu mundo, és deveras dispensável.
Sad but...
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
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