terça-feira, 7 de outubro de 2008

Preciso de colo



Dedicamos-nos a limpar os nosso quintais. Para já cá na casa de alguém que ainda não sei bem quem, arrumam-se as ideias. Assenta-se algum pó depois do tornadao que arrasou a vidinha tranquila. Parte-se para este combate certa de que a vitória será dura mas gratificante. Com a vida encaixotada entre voltas e tontarias, na desenfreada loucura de encontrar um caminho a seguir, na alucinante rotina quotidiana que de rotineira e igual pouco tem. Está-se a fazer a PUTA DA REVOLUÇÃO!

Estamos crentes, ainda que combalidos e frágeis que, será possivel sobreviver-se a tudo isto sem guardar sequelas graves ou atribuladas emoções circunstanciais. Quase acredito que, talvez quem sabe, a coisa até mude para melhor.

Talvez o vento lhe dê. Diz o povo que "Depois da tempestade vem sempre a bonança" Deus queira que assim seja!! Tenta-se encaixar mais uma vez as peças, desta vez espera-se que bem, as peças do puzzle a ver a vida vai..

Não se fazem grandes expectativas de futuros. Seria uma perda de tempo... A cabeça anda ocupoada com outras coisas...

Limpa-se a casa. Procura-se casa? Precisa-se uma casa... Precisa-se de espaço para ficar, espaço...

Em vez disso...vai-se vivendo um dia atrás do outro numa qualquer casa. A ver se se consegue. A tentar saber se é viável.

Não é fiável este ambiente e a comunicação é tremula e dificil.

Não é facil estar num quarto alugado.

Perdi o chão. Sinto-me a viajar num barco, num grande barco sem saber exactamente que rumo tomar.

A vida pôs-se em causa. O sentido que ela tomava e dirigia perdeu o rumo, sabia-se que o caminho não era aquele, não se sabe muito mais. Sabe-se que não se volta atrás com decisões desta envergadura. Tem-se caracter!!!

Magoa as pessoas ter caracter, chora-se muito pelo mau caracter dos outros. Doi-nos quando não pensam em nós, quando não sentem o que sentimos, quando ignoram tudo o que lhes demos, quando não entendem que também lhes demos a vida e agora que eles a deitaram para o lixo, andamos loucas à procura dela, por entre estranhas sensações de passados, inconvenientes e dolorosos presentes, incertos e angustiantes futuros.

Cheirosa de desejos e de recordações, uma reavaliação do que precisamos para viver e do que dispensamos, como gerimos essas duvidas essas angustias, esses sonhos inacabados, esses projectos começados, como sabemos nós que o caminho, é o certo. Como se tranquiliza a alma quando os atormentam??

Quem me pode tranquilizar a alma??

Preciso de colo.

Nenhum comentário:

Pesquisar este blog