
Já não te sinto tão perto.
Não já te oiço a respirar,
Não sinto o hálito da tua boca
Não te sinto mais no meu corpo
Não me sinto já húmida
nem quente, nem fria
indiferente
Não se me iriçam as peles quando molho os lábios
Já não os desejas?
Uma névoa que me ofusca a visão
não se distinguem já as saudades do sofrer
Ainda me tremem as pernas quando ando na tua direcção
As tuas mãos ainda estão no meu corpo
que deitado se extasia por completo junto ao teu
Se reprime e se retrai, de tanta imperfeiçao ter
Não te pode rejeitar jamais, pôde contudo
apreciar, desfrutar e amar
O silêncio já não é mais tranquilo
Não se ouvem as ondas do mar nem o estilhaçar das pedras
Procura-se entender as razões absurdas
que me obrigam a viver com este querer
Guardo desejos e sonhos
que não pude partilhar
Parece ser um fado meu
Não os poder realizar
Acabe-se de uma vez
com toda esta amargura
À noite rezo a Deus me deixe
Acabar com esta tortura.
Gostava de te esquecer já já. De já te ter deitado no lixo!! De apagar com uma borracha tantos pensamentos, porque não nos esquecemos nós apenas do que queremos? Ou melhor, porque não nos lembramos nós apenas daquilo que nos interessa?
Não me lembrava mais de ti? Podia pensar mal de ti, e até penso às vezes, mas ainda não deu provas vivas da sua eficiência. Se calhar não pensei suficientemente mal. Pior será eu tentar compreender tudo isto, todo o mal que me fazes. E compreendo lógico. Quase tenho pena de ti. Fraquinho!! Mais uma vez, és muito fraquinho!!!
Tenho mesmo pena!! Pena do que tu és, em detrimento daquilo que tens capacidade para ser. São patamares totalmente opostos. Tu sabes disso!
Eu e Deus diríamos mesmo que tu, facilmente poderias ser muito feliz!!! Deus até te muniu muito bem... Tens absolutamente tudo para seres feliz, como e porque não consegues é que me parece estranho, até quase como uma falta de respeito para com Ele, que tanto te deu...
Deus talvez te tenha esquecido de te dar uma coisinha só... Asas... Podia ter-te dado asas também, para que em vez de enterrares a cabeça na areia como é o teu hábito, pudesses voar.
Assim pelo menos acho que poderias desaparecer e sei lá, talvez ser atropelado por uma avioneta qualquer, não quereria ninguém saber, era só mais um caralho de um pássaro.
Chateavas só um pouquinho o piloto, mas nada que seja digno de registo. Não me importunavas mais.
Terei oportunidade de te dizer tudo isto? Permitirá Deus que nada disto me escape e a tua presença não me altere o discurso?
Pôr-nos-á Ele frente a frente, firmes, hirtos, completamente certos com a respiração controlada?
Conseguiremos nós enterrar isto sem nos magoarmos?
Serás que vens?
Tenho muito medo que não venhas. Quero que venhas. Tens de vir.
Terminar, acabar, apagar, esclarecer tudo é mto importante para que cada um de nós possa seguir a vida que escolheu.
Será que vais continuar a suspirar perto de mim a cada expiração?
A vida passou-me mais uma rasteira!!
Quem tropeça também cai.
Caí redonda na tua mentira.
Na tua fraqueza, no teu enredo
Será que imaginas o mal que me fazes?
Poderei alguma vez contabilizar o pesar deste amor, irremediavelmente amor, e como eu preferia que não fosse, quanto pesa em quilos o que eu já sofri por este amor. Sim estupidamente lamechas e meloso, também não gosto. Não aprecio a ideia de amar alguém assim tanto, e de uma forma tão infantil que me predisponha, apesar de tudo, ainda a amar-te.
Podia dizer já não te amo mais. Mas só de o pensar aperta-se-me o coração qual é o tamanho da inverdade de escrevo. Sinto que continuo a amar-te, ainda assim, estou decidida a não te querer mais. Essa é a primeira opção. é o primeiro passo. É não querer amar-te mais e não te querer mais. Não me mereces!! Perdeste a oportunidade de seres feliz. Beberás muitos copos à pala disso. O peso será bem mais pesado para ti do que para mim. Acredito que te pesará mais tarde mais do dobro do que me tem pesado a mim e a ti até agora.
Sentirás muito a minha falta...

Nenhum comentário:
Postar um comentário